GLOSSÁRIO DO DVD
por Pedro Luis Fagá Celli

Introdução

O DVD (Disco Versátil Digital ) é um aparelho que permite exibir vídeo e áudio numa qualidade muito superior à dos video cassetes convencionais (VHS), que são baseados numa tecnologia muito antiga (mais de 20 anos atrás). Os aparelhos DVDs no exterior já estão custando bem próximos aos aparelhos de vídeo cassete médios. Infelizmente aqui no Brasil a realidade ainda é outra, os aparelhos DVDs custam, as vezes, mais que o dobro que um vídeo cassete. Uma outra vatangem do DVD, além da qualidade da imagem e do áudio, é o manuseio e a armazenagem do disco em sí. Com as fitas VHS deve-se tomar vários cuidados: sempre guardar rebobinada, na posição vertical, e sem contar o desgaste físico das mesmas. Já o disco DVD, que é do mesmo tamanho de um CD de música, além de requerer um espaço menor para armazenamento, ele dura praticamente a vida toda. Não sofre do problema de desgaste físico. É o fim dos dropouts (pra quem não sabe, dropout, são aquelas listas verticais que cortam a imagem e que geralmente aparecem seguindas por uma interferência no canal de áudio). Essa vantagem de sempre se ter a mesma qualidade de áudio e vídeo, torna o DVD fantástico para as locadoras, que assim deixam de ter prejuízo com as fitas "mastigadas" e com a "vida útil" dos VHS.

Até agora só foi discutido os aspectos de imagem, áudio e vida útil, mas o DVD não leva vantagem só nesses quesitos. Um DVD pode conter até 8 horas de áudio/vídeo com qualidade digital, isso permite que os estúdios coloquem vários extras no disco, tais como: traillers de cinema e de TV, comentários do diretore/atores, por trás das câmeras, efeitos especiais, entrevistas, várias legendas e trilha de áudio. Até jogos de computadores podem vir junto com o filme, num misto de DVD-Video com DVD-ROM. "Tudo certo", você diz, "mas e sobre gravação?" Bem... até o momento, o DVD não permite gravar. Mas não se preocupe, as grandes indústrias já estão pensando nisso e há projetos até de câmeras de vídeo que já gravam direto no DVD. Acredito que no começo do próximo milênio isso já será uma realidade. Lembre-se que isso aconteceu também com os CDs de áudio, e hoje praticamente qualquer um tem em casa, a um custo muito barato, um gravador de CDs.

Se você ainda não é um usuário de DVD, faça um favor a sí mesmo, aproveite o natal que vem por ai e se de um de presente, garanto que você irá ver e ouvir a diferença! Mas não se esqueça, para poder usufruir de todo o potencial de um DVD você irá precisar também de uma TV de tela grande (pelo menos 29"), de um receiver de áudio/vídeo com decodificador Dolby Digital (AC-3) e de 5 caixas acústicas e um sub-woofer (para os graves). Se você acha que não precisa de tudo isso, então vá numa loja especializada e peça uma demonstração... você irá "sentir" toda a emoção da sétima arte na sua casa.

Mitos

Clique aqui para ver quais são os mitos que surgiram com o DVD!

 

Glossário


1.0

Ver Mono


2.0

Ver Estéreo


4:3

Ver Relação de Aspecto


5.1

Ver Dolby Digital


16 x 9

A relação de aspecto dos televisores com tela larga (widescreen) é de aproximadamente 1,85:1 ou 16x9 unidades. DVDs otimizados para 16x9 usam um processo anamórfico para aumentar a resolução em televisores com tela larga, e muitos aparelhos de DVD tiram proveito desta informação "extra" também em televisores convencionais 4:3.


AC-3

Ver Dolby Digital


Alto-falantes (Speakers)

Gaste bastante dinheiro nisto. Além do seu material fonte (Os discos de DVD e os CDs), os falantes são a parte mais importante do seu Home Theater, e você deve gastar nos falantes o dobro do que você gastou pelo seu amplificador super-invocado (ex. Amplificador de R$ 2.000,00 = Alto-falantes de R$ 4.000,00 ou mais).


Anamórfico (Anamorphic)

Se refere ao processo convencional de projeção de filmes em telas largas. Com lentes anamórficas a imagem é "espremida" para o aspecto padrão 4:3 e depois é projetada por outro conjunto de lentes anamórficas para o formato "tela larga". Se você tem um televisor convencional, você pode ver a imagem anamórfica colocando a saída do seu aparelho de DVD em 16x9 e tocando um DVD otimizado para 16x9. Ver também Relação de Aspecto.


Artefatos (Artifact)

Defeitos de "quebra" na imagem do DVD. Erro que faz com que a imagem fique "quadriculada" ou dividida em blocos. Este problema é fruto de uma masterização ruim. Ver também Transferência.


 

A/V

Sigla para "Audio-Video," termo genérico para equipamentos de home theater, como no exemplo "Eu gastei tanto dinheiro no meu equipamento A/V que minha mulher me abandonou". Também conhecido como "Minha namorada me deixou", "Ela é louca" e "Fui agredido com um pau de macarrão". Uma lesão bastante comum entre os proprietários de equipamentos A/V.


Bitstream

Corrente de bits (dados digitais), geralmente codificada, e que deve ser processada ou transmitida de um equipamento para outro em seqüência e continuamente.


Caixa com porta (Port, ported)

Um design de caixa acústica que se utiliza de um buraco na frente para obter um melhor efeito acústico. Quase todas as caixas de qualidade possuem a "porta" frontal". Se suas caixas não possuem a porta, elas são chamadas de "seladas".


CE

Sigla para "consumer electronics" (eletrônica para consumidor), padrão um pouco inferior aos "profissionais".


Closed Caption

Sistema utilizado em alguns discos pelo qual se pode ler os diálogos e a descrição dos ruídos presentes nas cenas. É obrigatório nos EUA, por causa dos deficientes auditivos. Discos com esse recurso vêm com a identificação "CC" na embalagem.


Codificação Regional (Region Coding)

Muitas pessoas detestam, mas talvez se não tivesse sido criado este sistema de regiões provavelmente o DVD nunca teria nascido. Funciona mais ou menos assim: Os estúdios de Hollywood não lançam seus títulos ao mesmo tempo no mundo todo. Enquanto um cidadão americano está curtindo o filme em DVD que ele acabou de comprar, pode ser que o filme nem tenha sido lançado nos cinemas em, digamos, Taiwan ou Brasil. Para proteger os cronogramas de lançamentos internacionais em DVD, que poderia engolir o lucro das salas de cinema, os estúdios pediram que o mundo fosse dividido em regiões, e títulos de uma região só tocariam em aparelhos fabricados para aquela região. A codificação regional protege ainda outros interesses econômicos. A empresa que detém os direitos de comercialização de um filme nos EUA, pode não ter os direitos de comercialização no resto do mundo. O Titanic é um exemplo, é uma co-produção entre a Paramount e a Fox, enquanto uma tem os direitos nos EUA, a outra o comercializa no resto do mundo. Com a globalização e a proliferação de lojas on-line, o uso cada vez mais comum do idioma inglês, e a grande oferta de títulos no mercado americano, muitos usuários buscam títulos lá. Isto levou ao surgimento de aparelhos de DVD "code-free", também chamados de "região 0" (zero). Isto destrói o esquema dos estúdios e pode não ser legal. Não temos comentários adicionais. O mundo está dividido em 6 (seis) regiões, representadas no mapa abaixo:


Compressão de Sinal

Ver Mpeg.


 

CLV (Constant Linear Velocity)

Os discos de leitura óptica podem estar gravados nesta velocidade CLV (Velocidade Linear Constante) ou na CAV (Velocidade Angular Constante). O disco LD (disco laser) de áudio e vídeo emprega a velocidade CAV para as tomadas de imagem parada. A velocidade CLV oferece, porém, maior capacidade de armazenamento de dados e maior tempo de reprodução. Tanto o DVD quanto o CD são gravados no padrão CLV.


Conector Óptico

Tipo de terminal muito utilizado nos DVD players que transporta o sinal através de fibra óptica. É considerado mais seguro do que os conectores normais (coaxias) por ser imune a interferências.


CRT

Sigla para "Cathode Ray Tube" (tubo de raios catódicos). Ver televisor de visão frontal.


Crossover

Um conceito engenhoso. Essencialmente se refere para a transferência dos graves das caixas frontais normais para o subwoofer. O crossover deve ser ajustado de acordo com seu subwoofer para se igualar à mais baixa freqüência reprodutível pelas suas caixas frontais, normalmente por volta de 80Hz. Entretanto se suas caixas frontais conseguem ir abaixo disto, derrube ainda mais o seu crossover, porque uma freqüência mais alta no subwoofer irá criar mais direcionalidade, e o sinal LFE não é para ser nada direcional. Veja também LFE.


DD

Abreviatura para Dolby Digital.


Degradação do laser (Laser rot)

Embora não haja contato no Laserdisc (nada encosta no disco em movimento, apenas um feixe de laser), já foi mostrado que eles podem se deteriorar com o tempo, geralmente por manuseio inadequado. Isto é chamado em inglês de "laser rot". Embora muito afirmem que isto não vá acontecer com o DVD, simplesmente não houve tempo para se constatar que sim ou não.


Dolby Digital

Som para teatros introduzido inicialmente em 1991 pela Dolby Laboratories, melhorando o "Dolby Stereo" anterior (também conhecido como Pro Logic). Este sistema criou cinco canais discretos de som digital (dois laterais dianteiros e um central dianteiro, dois canais traseiros e um canal com baixa largura de banda para geração de efeitos de baixa freqüência, transmitidos por um ou mais subwoorfers). Por causa destes cinco canais e mais o "quase um", o Dolby Digital também é conhecido como "áudio 5.1", sendo o ".1" o canal de baixa freqüência. Este sistema também é conhecido como "AC-3" que é a abreviação de "Audio Code 3", o nome que o sistema recebia no quartel-general da Dolby enquanto era desenvolvido. A Dolby optou por não usar este nome por achá-lo arcaico, e criou outro antes que o sistema atingisse o público comum. Mas os viciados em Home Theatre adoram usar este termo.


Dolby Digital - Surround EX

A atual geração de som Dolby para teatros adicionou um canal traseiro central surround, simplificando, um canal diretamente atrás de você, ok? Este sistema foi inaugurado com Star Wars - Episódio 1 - A Ameaça Fantasma em maio de 1999. Este formato provavelmente irá substituir o Dolby Digital atual, algumas vezes ele é chamado de "Dolby EX", "DD 6.1 audio" ou simplesmente "6.1". Não existem planos nem anúncios de que este sistema vá chegar para o consumidor doméstico tão cedo, então relaxe e continue a pagar as prestações do equipamento que você possui hoje. Os peritos em A/V dizem que será possível decodificar 6.1 para 5.1, mas isto ainda tem de ser demonstrado.


Direct Stream Digital Audio

Ver DVD Audio


Divx

Sigla da Digital Video Express, uma variação de um esquema para aluguel inventado pela Circuit City e um escritório de Advocacia de Los Angeles. Consistia em um aparelho especial de DVD que também leria discos Divx. Ao ler um disco Divx o aparelho (que ficava ligado também a uma linha telefônica) discava para uma central de ligação gratuita e debitava o valor do aluguel em sua conta. O DVD ficava sempre com você, e cada vez que você usava, pagava uma pequena taxa. O esquema foi duramente criticado por usuários e não emplacou, ainda bem. A Divx parou oficialmente de registrar novos clientes em 16 de junho de 1999. Descanse em paz!


Dolby Laboratories

Empresa de altíssima tecnologia na área de áudio. Tem uma longa história de melhorias e aperfeiçoamentos em áudio, muitas histórias nem tem a ver com DVD, como no caso do famoso sistema de redução de ruídos usado para diminuir o chiado em fitas cassette. A Dolby tem se estabelecido como líder em som para filmes há várias décadas, e o código de áudio "Dolby Digital" é padrão tanto para DVD como para HDTV (High Definition Television).


Dolby Stereo (Dolby Pro Logic)

A segunda geração de Dolby Stereo nos teatros adicionou um canal central à mixagem para se ancorar o diálogo à tela. Um melhoramento em áudio para imagens, mas ainda se apoiava em um mix de dois canais com uma banda limitada para os canais surround. Quando chegou aos amplificadores domésticos, no início dos anos 90, foi batizado de "Dolby Pro Logic", mas na verdade nunca recebeu esse nome nos teatros.


Dolby Stereo (Dolby Surround)

O padrão original da Dolby para som em teatros se baseava em dois canais frontais e dois canais traseiros "surround" com banda limitada (o canal central ainda não tinha aparecido) codificados e matrizados junto a trilha estéreo. Nos teatros era chamado de "Dolby Stereo", quando apareceu nos primeiros amplificadores domésticos passou a se chamar "Dolby Surround", nos anos 80.


Dolby x Dolby

  Dolby Digital (AC-3) Dolby Pro Logic
Número de Canais Gravados 5.1 canais (máximo) 2 canais
Número de Canais Reproduzidos 5.1 canais (máximo) 4 canais
Estrutura dos Canais Frontal direito e esquerdo, central, traseiro direito e esquerdo e sub-woofer.

Frontal direito e esquerdo, central, traseiros.

Processameno do Som Digital Discreto Matriz Analógica
Frequência máxima do canal traseiro (suuround) 20,000 Hz 7,000 Hz
Outros

6 canais completamente independentes

Alta faixa dinâmica (20 a 20,000Hz)

Estável e sem distorções

 

DTS

Sigla para "Digital Theatre Systems", um sistema de áudio multi-canais discretos para filmes em teatros. Chegando logo depois do Dolby Digital, o DTS, embora não seja o padrão de vídeo para DVD (este título pertence ao Dolby Digital), entrou no mercado com discos DTS áudio, filmes DTS em DVD, e chips de decodificação DTS em muitos players e receivers. Alguns dizem que DTS é melhor que Dolby Digital, outros dizem que é apenas mais alto, ou que apenas tem muitos graves na mixagem.


DVD

Sigla que inicialmente significava "Digital Video Disc", com o surgimento dos drives de DVD-ROM e software distribuído nesta mídia, passou a se chamar "Digital Versatile Disc" ou em tupiniquês, "Disco Versátil Digital".

As definições técnicas para discos DVD são as seguintes:

  • DVD-5 (SS-SL): O tipo mais comum de DVD, simples-face e única camada (single-sided / single-layered), oferece aproximadamente duas horas de conteúdo. Perfeito para a maioria dos filmes. Os discos DVD-5 tem uma coloração prateada.
  • DVD-9 (DS-SL): Conhecido nos EUA como "flipper", pois você tem que virá-lo (flip) para assistir a continuação do filme. Este formato está caindo em desuso com a introdução do DVD-10. O formato DVD-9 oferece 2 horas de cada lado. Flippers verdadeiros (com metade do filme de cada lado) já não são produzidos, mas às vezes as produtoras usam este formato para colocar de um lado a versão widescreen do filme e do outro a versão "tela cheia". Como os discos DVD-5, os discos DVD-9 também têm uma coloração prateada, mas dos dois lados.
  • DVD-10 (SS-DL): Normalmente chamado de "dupla-camada reverso-espiral" (RSDL - reverse-spiral dual-layer), ele permite que se coloque um pouco menos do que 4 horas em apenas um lado do disco com uma breve (às vezes imperceptível) mudança de camada. Às vezes este formato também é usado para filmes com menos de duas horas, gravando-se tanto a versão "tela cheia" quanto a widescreen do mesmo lado do disco e permitindo-se a escolha da versão através do menu do DVD. Os discos DVD-10 são identificados pela sua coloração dourada. Veja também RSDL.
  • DVD-18 (DS-DL): Uma nova geração de DVDs que como os DVD-9 são "flippers", mas eles usam tecnologia RSDL em ambos os lados permitindo um total de oito horas de conteúdo num único disco. Como os DVD-10, os DVD-18 também têm uma coloração dourada, só que em ambos os lados.

DVD Audio

Formato recém adotado de DVD audio não diz respeito a filmes ou a qualquer outro material em vídeo, mas à programação de áudio (com vídeo clips em DD 5.1 como um recurso opcional). A maioria dos atuais DVD players não dão suporte para o padrão de DVD áudio (baseado em tecnologia "Meridian Lossless Packaging" em seis canais), portanto podem esperar uma nova geração de player que dão suporte a ambos os formatos durante o ano 2000. O Super Audio CD, um novo formato da Sony e da Phillips (basead na tecnologia "Direct Stream Digital Audio, da Sony), luta com o DVD Audio para se tornar o novo padrão para som digital de alta resolução, mas os peritos acreditam que nem o DVD-A nem o SACD trarão grandes melhorias sobre o formato PCM padrão, usado nos atuais CDs, e estes formatos não vão substituir o PCM por um bom tempo - embora o DVD Audio irá oferecer formato surround multi-canal. Ver também PCM.

DVD-Híbrido

É uma mistura de DVD-Vídeo com DVD-ROM, seria equivanete aos CDs de música com faixa multimídia.

DVD-ROM

Refere-se tanto ao drive de DVD em computadores pessoais quanto ao conteúdo (software) de DVD-ROM, geralmente jogos, ou ainda a material adicional encontrado em alguns títulos de vídeo em DVD, acessível através de um drive DVD-ROM, geralmente oferecido como material extra (bônus).

DVD Video

Refere-se a DVDs que contenham informação em vídeo, tal como filmes e concertos musicais.


DVD x CD (Diferenças)

Característica DVD CD
Diâmetro do disco (mm) 120 120
Espessura do disco (mm) 1,2 1,2
Estrutura do disco Dois substratos de 0,6 mm Um único substrato
Comprimendo de onda do laser (nm) 635 a 650 (vermelho) 780 (infravermelho)
Abertura numérica 0,60 45
Distância entre trilhas (mm) 0,74 1,6
Espaçamento mínimo entre rebaixos (mm) 0,4 0,83
Velocidade de referência para CLV (m/seg)

Uma única face: 3,49

Duas faces: 3,84

Duas Faces: 1,2 a

1,4

Camadas de dados Uma ou duas Somente uma
Capacidade de armazenamento de dados 4,7 a 17 GB 680MB
Modulação do sinal 8 a 16 8 a 14 (EFM)
Velocidade de transferência de dados (MB/seg) Variável até 10,08 1,44
Canais de som Máximo de 8 Máximo de 4
Duração Vídeo e áudio: 133 minutos, Somente áudio: 540 minutos, em um único lado e uma única camada Somente áudio: 74 minutos.
Proteção de erros RSPC CIRC

Dupla Camada (Dual-layer)

Ver RSDL


Estéreo

Em jargão de Home Theater, 2.0 significa dois alto-falantes tocando duas trilhas discretas, independentes. Meu pai achava isto o maior barato nos anos 60.


Estojos

"Keep-case"

O tipo mais comum de estojo para DVD, que consiste numa capa plástica durável (como a dos filmes da Columbia). Geralmente são incluídos encartes dentro do estojo.

"Snapper" da Warner (Warner snapper-case)

O estojo padrão da Warner é fabricado usando uma capa de papelão e um miolo de plástico. Menos popular entre os colecionadores do que o "keep-case", usado por exemplo pela Columbia. O estojo "snapper" é usado basicamente por empresas do grupo Warner (Warner, New Line, HBO, e os primeiros títulos da MGM) bem como em alguns títulos independentes.

"Jewel Case"

O estojo é igual ao dos CDs de música, aquela caixinha de plástico que quebra caindo no chão. Essa caixa vem dentro de uma outra de papelão, para ficar com mais ou menos a mesma altura dos outros estojos. O pior deles.


Faroudja

Esqueça, você provavelmente não tem grana para isto.


Faixa Dinâmica

Diferença entre o sinal de nível mais alto e o de nível mais baixo que se ouve em determinado filme ou disco.


Flipper

Um filme de DVD, normalmente com mais de duas horas, que está dividido em dois lados de disco, exigindo que você se levante para virar o lado do DVD (flip) quando chega a interrupção. O termo técnico para o Flipper é DVD-9. Veja também RSDL.


HD-Divx

Não irá acontecer. A Dvix e a Thompsom Electronics haviam anunciado o formato no Consumer Electronics Show de 1999, mas a Divx parou de registrar novos clientes em 16 de junho de 1999 e deve cessar todas as suas operações em junho de 2001. Veja também Divx.


HD-DVD

Teoricamente a próxima geração de DVD Video irá tirar vantagem da tecnologia de laser azul e televisores de alta definição. Entretanto a sigla HD-DVD é propriedade de uma tecnologia totalmente diferente, portanto não será chamada por este nome. Além disso, se os estúdios de Hollywood fizeram o maior corpo mole para colocar seus filmes caríssimos em DVDs duráveis e facilmente pirateáveis, você acha que eles estão morrendo de vontade ou com uma grande perspectiva de fazer lançamentos em formato de alta definição? Não muito. Se você está esperando o surgimento do HD-DVD, você pode esperar sentado, pois vai demorar muuuuuuuuuito. As brigas comerciais vão ser enormes, além do mais, a tecnologia de laser azul está disponível em pouquíssimos laboratórios a um custo ainda proibitivo, e pelo andar da carruagem, vai continuar estratosférico por alguns anos.


HDTV

Sigla para Televisão de Alta Definição (High Definition Television). O governo americano afirma que todos terão TV de alta definição nos próximo anos, mas os consumidores tem que topar comprar estes aparelhos primeiro. No caso brasileiro, ainda nem foi definido um formato, estando a disputa entre o padrão Europeu e o Americano (A gente já não viu este filme antes?). O número de linhas deve mais do que dobrar, mas isto gera sinais com banda excessivamente larga, gerando problemas para transmissão e para os sistemas a cabo já existente. As transmissões já serão feitas em widescreen (16x9), mas as emissoras podem optar por transmitir 4 programas em formato digital padrão ao invés de um só em alta definição. Nós tivemos a oportunidade de ver isto de perto na NAB de 1998, vale a pena esperar e sonhar, pois só falta ter cheiro.


HT

Abreviatura de "home theater."


Laserdisc

Primeiro formato de disco para o videófilo. Lançado ainda nos anos 80, gerava um sinal analógico à partir de um disco do tamanho de um LP de vinil. Muito bom para a época (e ainda muito superior à fita), mas nunca foi um sucesso de mercado. Entretanto ainda existem alguns malucos que afirmam que o formato é superior ao DVD que usa processo de compressão MPEG-2. Nós já tivemos a oportunidade de comparar os dois formatos e respeitosamente discordamos. O DVD é superior.


Laser Pickup (Captador Laser)

Nome dado ao dispositivo que faz a leitura dos sinais gravados nos discos. Alguns aparelhos possuem captador duplo, um para leitura dos DVDs e ou para leitura dos CDs.


Letterbox, Letterboxing

Veja Relação de Aspecto (aspect ratio)


LFE

Sigla para Efeitos de Baixa Freqüência (Low Frequency Effects), um canal especial do Dolby Digital (o ".1" do "5.1") que faz a passagem dos graves em banda limitada. O canal LFE deve ser reproduzido com um subwoofer de qualidade. Veja também Dolby Digital.


Macrovision

É uma tecnologia proprietária projetada para inibir a pirataria. O macrovision causa uma interferência quando se tenta copiar material protegido por ela. Por causa disto, é bastante popular entre os principais estúdios e empresas de home video. Se você tentar copiar material protegido com macrovision, você vai notar que a imagem sofre distorções e a luminância se alterna entre o extremamente escuro e o o extremamente claro. O macrovision não interfere no sinal de áudio. O macrovison pode ser "desabilitado" em alguns aparelhos ou ainda pode se usar aparelhos externos que "cortam" o efeito do macrovision. Algumas pessoas dizem que desabilitam o macrovison porque ele interfere no seu prazer de assistir a vídeo, um prazer perfeitamente legal. Isto com certeza é ilegal, portanto não nos pergunte como se faz ou onde pode-se fazer. A experiência nos mostra que pessoas que desabilitam o macrovision estão na verdade fazendo pirataria. Não só isto é ilegal como enfraquece o mercado e inibe o lançamento de bons títulos para aqueles que querem se divertir com a tecnologia de maneira legal.


Mono

Um sinal de áudio monaural, enviado por uma ou mais caixas. Em alguns DVDs está descrito como "mono dois canais", mas isto não é estéreo, pessoal. Apenas significa que você pode criar um "palco virtual" de som um pouco mais largo. Geralmente é chamado de "1.0" no jargão de home theater.


MPEG

A sigla MPEG designa um grupo de especialistas (Motion Picture Experts Group, ou Grupo de Especialistas em Filmes), formado em 1988 a partir de uma resolução dos organismos internacionais que regem as normas e os procedimentos no campo eletrônico, especificamente de radiofusão, televisão e outras disciplinas que empregam imagens em movimento. Estes organismos são o ISO?CCITT, sigla que significa International Standard Organization (Organização Internacional de Padronização) e Comitê Consultivo Internacional de Telefonia e Televisão. Basicamente há 2 tipos de normas de compactação:

MPEG-1: Aplica-se principalmente às plataformas que usam uma velocidade de dados não superior a 1,2 Megabits por segundo (Mb/s), tais como CD com vídeo (V-CD), CD-ROM e outras. Para as imagens DTV e DVD, este valor não é suficiente. O MPEG-1 foi apresentado em 1991.

MPEG-2: Permite usar velocidades de dados de 1,2 até 15Mb/s e aceita uma variedade de aplicações, desde imagens com qualidade VHS até DTV e HDTV. Entre suas aplicações encontra-se o DVD. O MPEG-2 começou em 1990, porém em 1992 foi expandido para incluir também o HDTV. O MPEG-2 pode ser considerado um sistema assimétrico, ao exigir equipamentos muito complexos no lado da geração dos sinais e equipamentos muito mais simples do lado dos receptores ou reprodutores. Esta característica é muito conveniente e permitiu que o sistema obtivesse uma ampla adesão internacional.


Mudança de camada (Layer switch)

Veja RSDL.


PCM

Sigla para "Pulse-code modulation", o padrão digital dos atuais CDs de áudio. Os dados não-comprimidos que nos oferecem um som digital primitivo quando ouvimos música nos nossos aparelhos de CD. PCM Compact Discs é provavelmente a tecnologia mais radical e de maior sucesso jamais oferecida para o consumidor final, embora DVD Video poderá rivalizar com isto em poucos anos. Veja também DVD Audio.


Mulheres

Impossível definir. Veja também A/V.


Pirataria

Você se lembra quando tinha 14 anos e descobriu cabos RCA? Parecia inofensivo, né? Bem, as companhias de Home Video provavelmente não se preocupavam com você, Porém, pirataria internacional de vídeo visando lucro é uma preocupação principal de todos os estúdios de Hollywood, e é uma das razões pela qual muitos deles, como Paramount e Fox, ficaram longe de DVD por tanto tempo. Como o código digital de filmes de DVD pode ser pirateado sem qualquer degradação, ao contrário do sinal analógico de videoteipe que se degrada com a duplicação. Nós recomendamos que você não compre nenhum DVD ilegal, já que este comportamento pode impedir a liberação de bons filmes nos próximos anos em DVD. Além do mais, DVDs pirateados são claramente piores que os legais, e freqüentemente muito mais caros. Muitos deles são apenas cópias em DVD de material originalmente em VHS. Puro lixo.


Print

O filme de celulóide utilizado para capturar e projetar filmes é sabidamente complicado para se manter em boa forma. Matrizes (especialmente matrizes coloridas) vão degradando com o tempo e acabam precisando de restauração, que é um processo bastante difícil (e caro). Por causa destes problemas, e falta de visão de futuro de que era necessário preservar filmes antigos, muitos clássicos podem ter sido perdidos. Restauração de matrizes acontecem ( "Um corpo que cai" e "E o vento levou", apenas para citar duas), mas a demanda por consumo pode não ser suficiente para assegurar que nossos filmes favoritos serão salvos. Embora muitos afirmem que filmes em formato digital são inferiores à projeção convencional numa tela prateada, submeter filmes para uso em DVD pode ser um primeiro passo para assegurar que este título vai ter uma vida longa, pelo menos em projetores de vídeo.


Pro Logic

Veja Dolby Pro Logic


Relação de Aspecto (Aspect Ratio)

Colocando em termos simples, a relação de aspecto da projeção de um filme (e o formato do filme no seu televisor) é expressa através da largura dividida pela altura. A primeira relação de aspecto a ser adotada para filme era 4:3; isto significa que a imagem era uma unidade mais larga que sua altura. Este padrão acabou conhecido nos EUA como "Academy Ratio", por ser a norma da Academia de Cinema. Em seu televisor, quando toda área da tela é utilizada, usa a relação 4:3, como nos filmes antigos, porque quando os padrões de televisão foram definidos, no final dos anos 40, o padrão de cinema da época foi utilizado. Isto explica porquê muitos filmes antigos (ex. Casablanca, Cidadão Kane) se encaixam na tela da TV perfeitamente. Quando a televisão entrou nos lares americanos nos anos 50, os estúdios de Hollywood sentiram uma queda inevitável nas bilheterias dos teatros. Uma das respostas foi começar a rodar filmes em telas largas (widescreen), e muitos outros formatos que cada estúdio promovia. Existem hoje dois principais aspectos para telas largas: 2.35:1 e 1.85:1 (embora existam variações desde 1.66 até 2.60). Quando você assiste a um DVD em "widescreen" (Também conhecido como "letterbox" no jargão de home video, pois a parte superior e inferior da tela são geradas em preto, para compensar a relação de aspecto mais larga), estes são os dois aspectos mais comuns que você vai encontrar.


Resposta de Freqüências

Medida da extensão (em hertz) e da amplitude (dentro de (1db, por exemplo) de um sinal de áudio ou de vídeo. A faixa de resposta de freqüência padrão para o ouvido humano vai de 20 a 20.000Hz.


Restauração

O processo de retornar o celulóide original à sua condição primitiva. Veja também Print.


RSDL

Sigla de "reverse spiral, dual layer" (espiral reverso, dupla camada), um recurso do formato DVD que permite que duas camadas de informação sejam colocadas em um mesmo lado de um disco, com a camada superior sendo transparente. Quando o aparelho de DVD muda de camada, ele pode fazer uma pequena pausa, isto é chamado de mudança de camada (layer switch), e algumas são tão bem feitas que você pode nem notá-la, mas pode haver algumas mal feitas que chegam a distraí-lo por um momento. Um DVD RSDL tem uma coloração dourada, enquanto um DVD de camada simples tem um aspecto prateado. Antes de surgir o primeiro disco RSDL (Terminator 2), filmes com mais de 2 horas eram divididos em 2 lados de um DVD, isto fazia necessário que se ejetasse o disco no intervalo e que se reinserisse virando ele de lado. Nos EUA este tipo de DVD recebeu o apelido de "flipper". Muitos DVDs deste tipo ainda estão à venda, mas a sua fabricação está cada vez mais rara.


Runco

Veja Faroudja


Sampling (Amostragem)

Método utilizado para transformar um sinal analógico em digital. Consiste na divisão do sinal analógico original em váias "amostras" por segundo. No cado do DVD, por exemplo, cada segundo de áudio é dividido em 48.000 amostras, sendo cada uma dessas amostras transformada em um número digital composto de 20 algarismos ou bits. Quanto mais o número de amostras por segundo, mais extensa é a resposta de freqüências.


SDDS

Sigla para "Sony Dynamic Digital Sound" (Som Dinâmico Digital da Sony). Um sistema de multiplos canais discretos para filmes em teatros. Até o momento, a Sony não anunciou se o SDDS vai aparecer em formato doméstico, para Home Theater, e enquanto escrevemos isto, ela não tem planos para que isto aconteça.


Shimmer

Mais um defeito de imagem, resultado de uma masterização mal feita. A imagem flutua em texturas que tenham pequenos detalhes e linhas angulosas. Veja também Transferência.


Sistemas de Vídeo (PAL, NTSC, SECAM)

O DVD-Video possui o mesmo NTSC x PAL problema do que as fitas de VHS e o Laserdisc. O vídeo em MPEG é armazenado no DVD em formato digital, mas ele é formatado para um dos 2 sistemas (que são incompatíveis): 525/60 (NTSC) ou 625/50 (PAL/SECAM). Há três diferenças entre esses formatos de vídeo:

1) resolução da tela (720x480 vs. 720x576)

2) quadros por segundos (29,97 vs. 25)

3) áudio (Dolby Digital vs. MPEG)

Os filmes de cinema são produzidos a 24 quadros por segundo, mas ele é pré-formatado para um dos dois formatos (29,97 ou 25). Filmes formatados para o sistema PAL normalmente são 4% mais rápidos, por causa da alteração dos quadros por segundo, portanto o áudio também deve ser alterado antes da codificação para não ficar fora de sincronismo. Todos os aparelhos DVD PAL podem tocar áudio em Dolby Digital, mas nenhum aparelho DVD NTSC pode tocar áudio em MPEG. Alguns aparelhos podem tocar discos em NTSC, outros podem somente tocar em PAL e muitos poucos permitem ambos. Todos os aparelhos DVDs vendidos nos países que usam o sistema PAL tocam ambos. Esses aparelhos multi-sistemas convertem parcialmente o NTSC para um sinal de 60hz PAL (4.43 NTSC), mas isso requer uma TV que possa trabalhar com esta freqüência. Neste caso o aparelho usa a codificação de cor do PAL 4.43 mas mantêm a taxa de varredura de 525/60 NTSC. A maioria das TVs PAL modernas podem trabalhar com este tipo de sinal. Alguns aparelhos PAL multi-sistemas possuem uma saída real 3.58 NTSC (525/60 NTSC), o qual irá requerer uma TV NTSC ou um transcoder NTSC->PAL. Em 1999 a Sansung e outras lançaram aparelhos que convertem de 525/60 NTSC para o padrão PAL. Uma coisa que se deve ter em mente é que há uma perda da qualidade da imagem quando se muda de um sistema para outro. Apenas um pequeno número de aparelhos DVD NTSC podem tocar discos no formato PAL. A maioria dos aparelhos DVDs para computador podem tocam ambos formatos de vídeo e de áudio, sendo chaveados via software. As vezes consegue-se ver a imagem apenas na tela do micro, quando se chaveia pra TV a imagem pode perder a cor ou ficar rodando.


Subwoofer

Um alto-falante "bundudo" responsável pelos efeitos de baixa freqüência (LFE), que fazem a sala "tremer". O canal LFE do Dolby Digital ou do DTS é projetado para um subwoofer.


Televisor de projeção traseira (Rear-projection television)

Televisores com telas maiores, acima de 36 polegadas, normalmente usam um sistema de retro-projeção, o tubo de raios catódicos não é utilizado, o sinal de vídeo é projetado atrás de uma tela plana. Neste tipo de televisor a imagem fica comprometida se existir muita luz ambiente.


THX

Um conjunto de padrões para Home Theater definidos e implantados pela empresa de George Lucas, a Lucasfilm. Salas de cinema com certificado THX são de altíssima qualidade (Ainda não existem salas com este certificado no Brasil), mas se você pretende montar todo o seu Home Theatre com equipamentos THX, prepare-se para gastar um pequeno "oceano" de dinheiro.


Televisor de visão frontal (Front-view television)

Em resumo, todo televisor que tem um "tubo" (tecnicamente chamado de tubo de raios catódicos). Bom se você quer assistir filmes com luz ambiente ou simplesmente não tem espaço para uma TV maior.


Transferência (Transfer)

Termo genérico utilizado para se referir ao processo de colocação de filme em DVD através de codificação MPEG (para vídeo) ou um dos sistemas Dolby e/ou DTS (para áudio). Quando um filme ficou com boa qualidade em DVD, dizemos que ele teve uma "boa transferência". Transferências mal feitas podem resultar em defeitos de imagem (artifacts, shimmer etc.) ou em "pulos" no áudio (audio drop-outs).


Video-CD

Alguns aparelhos DVDs podem tocar este formato. Este é um CD simples (CD-ROM) que é gravado áudio digital (qualidade CD) e vídeo MPEG-1 (320x24) a 30 quadros por segundo. Cada disco pode ter até uma hora de áudio/vídeo. A qualidade da imagem é mais ou menos parecida com a de um VHS.


Voluntary Movie Rating System

Este é um sistema voluntário de ranqueamento de filmes para o mercado americano, seria pra que faixa etária o filme seria mais recomendado.

G General Audience Qualquer um pode ver.. tipo... sessão da tarde :-)
PG Parental Guidance Suggested

Algumas cenas podem não ser adequadas para crianças.

PG-13 Parents Strongly Cautioned Algumas cenas impróprias para menores de 13 anos.
R Restricted Menores de 17 anos requerem acompanhamento dos pais ou responsável
NC-17 No One 17 and Under Admitted Desaconselhável para menores de 17 anos mesmo acompanhado por adulto.
X X-Rated - Adults Only Somente para adultos. Cenas de sexo explícito.

Warner Home Video

Virtual fundadora dos filmes em DVD. Se não fosse a Warner e sua política agressiva de promoção do DVD em 1997, os outros estúdios poderiam ter pulado fora e o DVD teria se tornado um "betamax" dos tempos modernos, se muito. Vá já comprar um DVD da Warner, nem que seja para dizer obrigado, pois DVDs abertos são uma coisa maravilhosa. Já as malditas caixinhas "snapper"...


Widescreen

Veja Relação de aspecto.