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DVD NEWS 07-03-1999 |
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A DVD NEWS está devolta. Nestes últimos dois meses me dediquei a dois projetos novos que acabaram absorvendo por inteiro o meu tempo. Fui viajar para os EUA visitando algumas da maiores empresas de autoria e de replicação de DVDs. Fiz muitos contatos com pessoas ligadas ao DVD nos EUA. Agora estou devolta ao dia dia. Os projetos estão conluidos e eu vou novamente Ter um pouco mais de tempo para me dedicar ao boletim DVD NEWS. Nestes últimos dois meses o mercado de DVD aqui no Brasil teve uma grande reviravolta. Com a crise cambial ficou muito caro comprar os DVDs importados e o consumidor ficou mais seletivo nas suas compras. Mas mesmo assim um DVD importado ainda vale a pena comparado ao LD que antigamente já custava seus R$ 80,00 nas lojas especializadas. Mas também a Warner a Columbia aumentaram seus preços neste inicio de mês. A Columbia deu uma puxada de salgados 50% nos seus preços e a Warner que já está produzindo 100% aqui em São Paulo deu um aumento de 14%, mas promete outros aumentos em breve. Ainda não sentimos os aumentos porque a maioria das lojas está estocado ao preço antigo mas em breve estes aumento virão também para os DVDs da REG.4. A edição de março da revista HOME THEATER, que chega às bancas na próxima semana, traz como destaque a estréia de Rubens Ewald Filho, o mais famoso crítico de cinema do país. Ele, que no dia 21 estará apresentando a festa de entrega do Oscar pela TV Globo, é agora colunista da revista, falando não apenas de cinema - que é a sua especialidade - mas também de vídeo, DVD, televisão etc. Vale a pena conferir. Outros destaques da HT de março são duas reportagens especiais que mostram como se faz o ajuste correto das caixas acústicas num sistema de home theater 6 canais, e como devem ser feitas as conexões de um DVD player ao sistema. Fiquei sabendo em conversa recente com os responsáveis da Warner Home Vídeo e da Columbia Tri-Star que a DVD WORLD é responsável por mais de 25% de todas as vendas de DVDs da REG.4 para o Brasil. Acredito que a DVD WORLD hoje é de longe a maior loja de DVDs do Brasil. Não só em quantidade de vendas da REG.4 mas também em variedade de títulos para pronta entrega e de catálogo. A DVD WORLD está preparando um novo programa de compras, do tipo carinho de compras, que pelo que pude ver chega perto dos melhores programas em uso na Internet. Vamos aguardar para breve mais esta facilidade de compras de DVDs via Internet. Um grande abraço Miguel Winge Webmaster
COMO LIGAR O DVD NO SEU HOME THEATER Dicas práticas para conectar corretamente e explorar melhor o DVD player Todo mundo concorda: o DVD abre novas (e enormes) possibilidades de lazer para quem tem um home theater. Com essa mídia, você pode não só assistir a seus filmes com melhor qualidade de som e imagem mas, também, descobrir nos filmes detalhes que antes passavam despercebidos - ou nem existiam. Mas, para que isso se torne realidade, é fundamental que o DVD player esteja corretamente conectado aos demais equipamentos. Algo que nem todo mundo lembra ao instalar o aparelho. O primeiro detalhe a lembrar é que, justamente por trazer uma tecnologia de ponta, um DVD player não pode (ou pelo menos não deve) ser conectado a qualquer equipamento. Receiver e/ou amplificador, TV ou projetor e caixas acústicas devem ser de boa qualidade, para que se possa usufruir de todas as vantagens do DVD. Também os cabos de conexão devem ser bem escolhidos, caso contrário corre-se o risco de conseguir imagem e som apenas "bons". Evidentemente, é importante também que o player escolhido seja compatível com os demais itens do equipamento. Se seu player não possui, por exemplo, decoder Dolby Digital embutido, não adianta ligá-lo a um receiver que não tenha essa capacidade: o som irá sair igual ao do videocassete. E, mesmo ligando-o a um receiver DD, será preciso observar bem os conectores traseiros. Os DVD players mais simples possuem basicamente três tipos de conectores de áudio e dois tipos de conectores de vídeo. Os de áudio podem ser analógicos (saídas do tipo RCA identificadas pelas letras L e R, ou seja, para canal esquerdo e direito); digitais coaxiais (saídas semelhantes às RCA, mas que só devem ser ligadas a cabos digitais e geralmente são identificadas pelas siglas DIGITAL OUT ou AC-3); e digitais ópticos (saídas com desenho diferente e tampa de proteção, identificadas como OPTICAL OUT). Os conectores de vídeo, na maioria dos players, são de dois tipos: vídeo composto (saída do tipo RCA que pode ser ligada a qualquer TV) e S-Video (saída mais sofisticada, com conector multipinos). Os players mais avançados estão saindo também com saídas Component, em que o sinal de vídeo divide-se em três conectores separados e identificados por cores (verde, vermelho e azul). Portanto, ao ligar o player ao receiver e ao TV ou projetor, deve-se observar atentamente cada uma das saídas utilizadas, que deve corresponder às respectivas entradas dos outros aparelhos. Para algumas pessoas, uma dificuldade no uso do DVD está justamente na má compreensão dessas conexões e da diferença entre cada uma delas para a transmissão dos sinais. No caso do sinal de vídeo, por exemplo, é certo que a saída S representa ganho de qualidade sobre a de vídeo composto, mas isso deve levar em conta alguns critérios. O principal deles, claro, é que o TV ou receiver também deve ter entrada S. Se esse não é o seu caso, há duas alternativas: trocá-los, ou fazer as ligações usando cabos de vídeo da melhor qualidade possível. É bom saber, porém, que a tendência é os conectores de vídeo composto desaparecerem com o tempo. Por sua vez, a entrada S dos TVs não garante uma qualidade de imagem melhor, pois isso depende também de que os circuitos internos do TV, que filtram a imagem, sejam de alto padrão - o que nem sempre acontece. Este é um detalhe que precisa ser checado antes da compra do TV. Já as saídas e entradas Component sem dúvida melhoram a performance da imagem, desde que se usem bons cabos. Este é um recurso ainda raro nos TVs, mas a tendência é que torne-se cada vez mais comum. CONEXÕES DE ÁUDIO Um pouco mais complexo é o funcionamento das entradas e saídas de áudio, num home theater com DVD. Isso porque as ligações dependem não só das características dos aparelhos envolvidos mas também do tipo de discos utilizados. Como se sabe, os discos DVD vêm codificados em Dolby Digital, padrão de áudio do formato. Mas pode-se usar o player também para ouvir CDs de áudio. E, além disso, estão começando a surgir no mercado discos codificados com som DTS, sistema de processamento diferente do DD. Assim, dependendo do tipo de material que você pretende assistir (ou ouvir), é necessário que as conexões estejam preparadas. E os ajustes do equipamento devem corresponder a essas conexões. Uma das confusões mais comuns é tentar assistir a um disco gravado em Dolby Digital quando a conexão é feita através das saídas analógicas do player. Nesse caso, o disco acaba sendo reproduzido apenas em Dolby Pro-Logic. É preciso ficar atento ao painel do receiver, que normalmente indica aqual é o sistema de processamento acionado. Outro problema freqüentemente relatado: o receiver está em DD, mas não foi feito o ajuste do áudio no menu do disco. Alguns discos oferecem essa opção (normalmente entre DD e estéreo). Enfim, o responsável pela instalação deve prever todas essas possibilidades e orientar o usuário a respeito. A ligação de áudio básica é aquela que utiliza apenas os conectores digitais (coaxiais) AC-3, no player e no receiver (ou no processador). Todo player possui essa saída, em que os sinais correspondentes a todos os 6 canais de áudio concentram-se num único conector. Naturalmente, isso exige um cabo de alta performance, garantindo que toda a complexidade do som Dolby Digital seja transmitida ao processador. Este normalmente possui uma entrada de áudio AC-3, onde o cabo deve ser plugado. Uma opção que alguns players oferecem é a saída de áudio óptica, fácil de identificar porque o plugue é quadrado (e não redondo) e coberto por uma pequena tampa de proteção. A tampa é necessária porque, ao ser exposto, o conector fica sujeito à penetração de impurezas que podem comprometer seu funcionamento. Retira-se a tampa ao fazer a conexão, mas deve-se recolocá-la se por acaso o conector óptico não mais estiver sendo usado. Os conectores ópticos são considerados mais seguros, por sua imunidade a interferências na transmissão do sinal, mas segundo os especialistas possuem menos eficiência que os digitais coaxiais (mais detalhes sobre conectores em HOME THEATER nº 32). Nos players com decoder DD embutido, há a alternativa de usar os conectores analógicos independentes para cada canal (6, ao todo), que são uma característica desses aparelhos. Cada uma dessas saídas deve ser ligada às entradas (também independentes) de um receiver do tipo DD-ready. A vantagem desse tipo de ligação é que os receivers DD-ready são mais baratos. Em compensação, esses conectores são analógicos e, portanto, mais sujeitos a distorções. Outra confusão rotineira refere-se aos conectores AC-3 RF, ainda encontrados em alguns receivers. Se você ligar uma saída AC-3 PCM a uma entrada AC-3 RF, o resultado será... nenhum som! RF (rádio-freqüência) é a forma de transmissão de sinais usada, por exemplo, nas transmissões de rádio e TV. Um sinal analógico, portanto. Está sendo abandonada aos poucos, com a evolução da tecnologia digital. Alguns receivers mantêm esse tipo de entrada porque certos LD players utilizavam saída RF antes da popularização do Dolby Digital, já que muitos discos LD contêm sinal analógico. Com o DVD, isso torna-se passado. Abaixo segue o endereço do site em hollywood com uma pesquisa de opiniao publica para votar para melhor atriz em 99. Nao da pra votar duas vezes, entao seria legal bastante gente votar, ela merece. http://www.hollywood.com/oscars/poll/bestactress.html Os votos sao levados em consideraçao na votaçao oficial como " juri popular". Esta é uma daquelas notícias que eu adora dar. Principalmente para o pessoal da minha geração. Finalmente Roger Waters anunciou que Pink Floyd's "The Wall" será lançado em DVD no final deste ano. Distribuído pela Columbia Music este DVD vai fazer a alegria dos quarentões e não menos de todos que gostam da boa musica do conjunto Pink Floyd na sua melhor fase. O DVD terá tudo que você poderá esperar de melhor. O filme está sendo todo remasteizado com trilha sonora em 5.1 Dolby Digital surround e formato do video 16x9 Widescreen. Algumas cenas cortadas do filme origina estarão também neste DVDl. Comentários diversos e talvez também uma trilha sonora em DTS. O pessoal do Pink Floyd e fã deste formato de som. A Columbia Music planeja lançar este DVD em Setembro 1999. Vamos aguardar ansiosamente até lá. A Warner Home Video acaba de anunciar que não mais vai lançar o título "MAD MAX - Além da Cúpula do Trovão" previsto para o dia 25 de Fevereiro 99. Motivo: Problemas técnicos na produção. Em breve teremos uma nova data de lançamento. E A Continental Home Video vai lançar em Abril 99 os filmes "Cidadão Kane", "Anjos de Cara Suja" , "A Dama Oculta" , "Picolino" e "Tempos Modernos". Todos DVDs terão legenda em protuguês e são filmes classicos do cinema Preto & Branco. A Warner Home Video anuncia tambem seus lançamentos para Abril e em breve teremos as capas. São eles: "Advogado do Diabo", "Os Boinas Verdes" , "Camelot" , "Os Implacáveis-Fuga Perigosa" , "Contato" , "Ferias Frustradas em Las Vegas" , "Viagens Alucinantes" . Como sempre a Warner se reserva o direito de retirar ou trocar alguns dos títulos dependendo de fatores têcnicos. A Flashstar Home Video além de anunciar o lançamento do seu filme 'Marquise" em DVD tambem anunciou o seu futuro lançamento em DVD mas sem data certa: "Dário de um Adolecente" com Leonardo DiCaprio. Já esta em fase de Pré Masterização na CareWare Multimídia de São Paulo. Estão ainda nos planos para serem lançados "Em Nome da Rosa" e "A Missão" entre outros. A Warner Home Video também anunciou ainda os lançamentos simultâneos em DVD e VHS para este ano. São eles: "Mensagem para Você" , "Uma Cata de Amor" , "Soldado do Futuro", "O Troco", "True Crime" , "Orpheus", "Da Magia á Sedução" , "Um Crime Perfeito" , "A Negociação" , "Os Vingadores" e ainda os t'tiulos inéditos em DVD "Barry Lyndon" , "Camelot" , "The Cowboys" , "Minha Bela Dama" ( My Fair Lady). O novo console de Video Game PlayStation2 com processador de 128 bits da SONY está fazendo o maior alarde lá fora. Veja mais alguns artigos sobre este grande lançamento da SONY Mais DVDs musicais são anunciados oficialmente hoje para lançamentos nos próximos meses. Entre os vários anúncios, destaque para: - Paris Concert for Amnesty International - para 25 de maio. Inclue Alanis Morissette, Jimmy Page & Robert Plant, Shania Twain, Bruce Springsteen, Radiohead, Peter Gabriel, Tracy Chapman, Asian Dub Foundation, Kassav, Youssou N'dour, Orlando Poleo e Axelle Red (gravado em 10 de dezembro de 1998, em Paris). - Twentieth Century Blues: The Songs of Noel Coward - para 8 de junho. As composições clássicas de Noel Coward nas vozes de Elton John, Marianne Faithfull e Sting. NOVO PADRÃO É muito bom observar como os últimos lançamentos em DVD vêmestabelecendo um novo padrão de qualidade para o formato. Até bem poucotempo atrás, o consumidor ficava exultante com o lançamento de títulosque traziam excelente qualidade de som e imagem - e estes DVDs eramapontados por todos como referência. Foi assim, por exemplo, com "TheFifth Element" (O Quinto Elemento), que causou grande impacto quando deseu lançamento - a imagem era nítida e cristalina, e tinha uma nitidezaté então inédita. De lá pra cá, o número de lançamentos trazendo excelentes transposiçõesjá é tão grande que rapidamente tem passado a ser o padrão exigido pelos consumidores. São raros os filmes recentes que não têm trazido transposições impecáveis de som e imagem; e os trabalhos de restauração dos filmes mais antigos têm assegurado excelente qualidade também para os filmes de catálogo. O excelente "James Taylor: Live at the Beacon Theater" traz não somente uma imagem impressionantemente nítida como também a trilha sonora mixada em dolby digital 5.1 que inclue sons captados por microfones colocados juntos à platéia, o que empresta mais realismo ao show. "The Truman Show" (O Show de Truman) traz imagem nítida e com cores luminosas e definidas. "Gone With the Wind" (E O Vento Levou) passou por um minucioso trabalho de restauração e o resultado final pode ser apreciado no DVD - há muito não se via o filme em toda a sua grandiosidade. O mesmo pode ser dito de "My Fair Lady". "Das Boot" (O Barco - Inferno no Mar), já lançado também para a Região 4, vem com trilha sonora dolby digital 5.1 que traz para a sala toda a sensação sentida pelos tripulantes do submarino em apuros, com efeitos de som de água que realmente impressionam. Os materiais adicionais que acompanham algumas edições especiais em DVD também têm aparecido com mais frequência, estabelecendo novos padrões. Vários diretores têm atendido prontamente aos pedidos para gravarem trilhas sonoras adicionais com comentários para o filme - enquanto cenas adicionais, erros das filmagens, notas da produção, clipes musicais, biografia dos atores, fotografias e trailers têm sido cada vez mais comuns. Sem contar os menus, que a cada lançamento se tornam mais criativos, incluindo animações e navegações mais amigáveis. "Lost in Space" (Perdidos no Espaço), além da excelente qualidade de som e imagem, vem com uma quantidade de extras que impressiona - inclue até etrevistas com os antigos membros da série de televisão e cenas de erros nas gravações que só são liberadas depois que se vence um pequeno jogo de perguntas de trivia sobre a série televisiva. Outras edições especiais que vão garantir várias horas de entretenimento além do próprio filme são "Young Frankenstein" (O Jovem Frankenstein) - que inclue até uma trilha com comentários de Mel Brooks, "Fried Green Tomatoes" (Tomates Verdes Fritos) - imperdível, vem em versão mais longa do que a que foi exibida nos cinemas acompanhado de uma tonelada de extras, "Quest for Camelot" (A Espada Mágica) - recentemente lançado também para Região 4, "Dante's Peak" (O Inferno de Dante), "Contact" (Contato), "Boogie Nights" e "Devil's Advocate" (O Advogado do Diabo). Estes DVDs têm estabelecido um novo padrão para o formato. E este é o padrão que o consumidor, cada vez mais exigente, vai estar procurando nos futuros lançamentos. Luciano Guimarães. "A Espada Mágica - A Lenda de Camelot" (Quest for Camelot) Desenho animado em lançamento recente da Warner para Região 4 é uma grata surpresa! Não só foram mantidos todos os numerosos extras da edição original R1, como também temos o filme com legendas e menus em inglês, espanhol e português e trilha sonora também nestas três linguas, todas mixadas em dolby digital surround 5.1! O som em português ou espanhol não deixa nada a dever ao som original em inglês; as crianças vão adorar! As dublagens são extremamente bem feitas, incluindo todos os números musicais (aquele com os dois dragões é memorável!) e a qualidade do som é realmente digna de nota. É interessante observar como a Warner investiu neste processo para que a qualidade fôsse mantida, principalmente num filme com forte apelo infantil, onde a dublagem é imprescindível. Esta edição especial traz ainda trilha sonora com o 'musical score' do filme (sem as falas), 3 documentários (estes sem tradução ou legenda), clip musical, testes de animação, trailers e notas da produção. Sem dúvida alguma, um lançamento para Região 4 que mantém o mesmo padrão de qualidade do original Região 1. Diversão garantida para crianças dos 3 aos 90 anos! Luciano Guimarães. Calibragem do sistema Dolby Digital utilizando um SPL Meter da Radio Shack. Autor: Júlio Cohen - opala@opala.com Há bastante tempo tenho verificado em diversos newsgroups, revistas e fóruns de discussão que uma questão que sempre vem a tona é a calibragem do sistema Dolby Digital. Tal calibragem é extremamente importante para obter-se o máximo do seu sistema de som. Muitas vezes vemos sistemas caríssimos, porém extremamente mal instalados e calibrados. Além dos ajustes normais de áudio, também são de extrema importância os ajustes de vídeo, principalmente com o advento do DVD. Normalmente os ajustes de fábrica dos componentes é totalmente errôneo, porque deve-se considerar as condições de ambiente como iluminação, acústica e finalmente, preferências pessoais. Bem, voltando ao assunto 'som', o instrumento necessário para a calibragem do sistema é o decibelímetro. Comumente conhecido por Sound Level Meter ou SPL meter, sigla que significa, em inglês, Sound Pressure Level, este equipamento é fabricado por várias empresas, estando disponível em várias versões, analógicas ou digitais. No Brasil, existem alguns fabricantes que vendem em casas de eletrônica (Rua Santa Efigênia em São Paulo ou Rua República do Líbano no Rio de Janeiro, por exemplo), porém com preços elevados: cerca de R$ 300,00 (fev/99). Por isso, é altamente recomendada a aquisição, no exterior ou então em lojas na Internet (endereço à ser confirmado) do SPL meter da rede de lojas americana Radio Shack. A Radio Shack tem centenas de lojas nos EUA e algumas na Europa (esteve presente em nosso país no início dos anos 90, porém não existem mais lojas em funcionamento), e estas lojas em sua maioria tem o SPL meter à venda por cerca de US$ 40.00. É importante salientar que o SPL meter analógico (com um VU meter, ponteiro) é tão eficiente quanto o digital e mais fácil de verificar pequenas alterações que podem parecer grandes com a versão digital. Procure, então, comprar a versão analógica. Número de catálogo 33-2050. Outro acessório que pode ajudar bastante a calibragem é um pequeno tripé, utilizado por fotógrafos amadores, da marca Mirage. Estes tripés estão disponíveis com facilidade em casas de material fotográfico e custam R$ 40,00. Lembre-se: compre o mais barato possível ! O SPL meter da Radio Shack tem uma porca na traseira para se fixar o tripé. Bem, antes de qualquer calibragem vamos analisar o Dolby Reference Level, nivel de referência Dolby (DRL). O DRL é nivel de pressão sonora em que os filmes são mixados, medido em decibéis. Nos bons cinemas, o nível chega a 113 dB utilizando-se todos os canais, porém o canal central atinge sempre 80 dB e os 113 são atingidos com os efeitos, explosões, etc., nos outros canais. É claro que muitos cinemas não são calibrados desta forma, pois temos a interferência do proprietário, gerente, que colocam o nivel de volume no ponto que acham ser mais confortável. Num sistema de Home Theater doméstico, a forma mais fácil de encontrar o DRL é adquirir um receiver (ou processador/amplificador) com certificação THX. Você consegue atingir o DRL calibrando o receiver THX com o botão de volume em 0 db (alguns receivers que tem setup de caixas on-screen colocam o botão em 0 dB automáticamente) e então posicione o SPL meter no mesmo local onde ficaria sua cabeça, num ângulo de 45º em relação ao chão. Tente ficar do lado oposto ao da caixa que estiver emitindo o ruido rosa, para evitar que seu corpo atrapalhe a ressonância do sinal sonoro. O 'som' utilizado para calibragem do receiver é o chamado 'Pink Noise', ou 'Ruido Rosa', um som que parece um 'chiado' de uma TV ou rádio fora da estação. Entre no setup do receiver e vá ativando, canal por canal, o ruído rosa do receiver. Ajuste o SPL meter para 'weight C', 'slow' e '70 dB'. Coloque (se já não estiver) o volume dos canais em 0 dB e vá aumentando ou diminuindo o volume do canal que estiver emitindo o ruido rosa até que o ponteiro atinja o ponto '5'. Então, o ponteiro estável na posição '5' significa que o canal está emitindo um ruido de 75 dB. Nos receivers não-THX, verifique se o botão de volume começa com números negativos como (-15 dB). Então, colocando o botão em '0', calibre o receiver como explicado acima. Porém, nestes equipamentos não THX você deverá ter uma margem de erro grande em relação ao verdadeiro DRL. Por isso, o ideal é que você tenha o DVD ou laserdisc chamado 'Video Essentials'. O Video Essentials deve ser obrigatório para qualquer pessoa que preza os ajustes de seu sistema, pois traz ruidos e padrões para calibragem do monitor. Ao utilizar o Video Essentials, você terá os mesmos ruidos rosa que o receiver pode gerar, porém verificará que o ponto de calibragem é diferente do 0 dB que você usou para calibrar o receiver utilizando os ruídos internos. É importante lembrar que o DRL é diferente do nível de referência DTS. O DTS toca normalmente com 4 dB a mais que o DD, por isso, ao ouvir a trilha sonora do filme, reduza o volume em 4 dB. Muitas pessoas vão notar que o nível de referência Dolby é extremamente alto. Isso se dá porque ele foi criado para cinemas e muitas vezes, em sua pequena sala ou quarto, o DRL pode ser muito alto, chegando a incomodar. Então abaixe o volume a um nível confortável e fique seguro que você está escutando a trilha sonora de seu filme num nível bem próximo do que o diretor do filme pretendia que você ouvisse. Lembre-se que muitos Home Theaters, até mesmo de custo razoável, são melhores que a maioria dos cinemas. Aproveite e caso tenha mais dúvidas, escreva que tento ajudar na medida do possível ! Também agradeço correções e sugestões para este artigo ! Julio Cohen opala@opala.com Tenho dois Pioneer 414. Comprei o primeiro há uns quatro meses e fiz a conversão para code-free usando o chip fornecido pelo Carlos da dvdfree.com.br (AVC). Relativamente fácil a conversão, é preciso habilidade com solda e SMD. Depois, comprei, também com o Carlos, outro 414 porém já codefree. O que dizer deste player: ele vale cada centavo pago por ele. Boa parte das publicações sobre HT nos EUA, entre elas a Home Theater publicou análises deste player, todas bastante favoráveis. Além disso, este player também foi elogiado pelo Steve Tanehill, da DVD Resource page e há uma análise completa, feita pelo Bill Hunt, do site The Digital Bits, na seção Hardware Review. O player é completo: passa DTS para decodificação externa, conversores D/A 96kHz/24 bits, lê CD-R e CD-RW, VideoCD, os menus são agradáveis, tem saída S-Video e Component (importante para o futuro), saidas de áudio coaxial e ótica. A modificação do Carlos permite que vc assista DVDs de qualquer região automáticamente (exceto alguns, como Tomorrow Never Dies SE, que se utilizam de recursos de script para checagem de região: neste caso, vc muda a região pelo remoto e assiste o filme normalmente). É bastante comodo. O controle remoto é razoavel, com as teclas m pouco pequenas e sem iluminação, porém funcional e com boa disposição. No meu caso, gostei da capacidade do player de ler CD-R e VideoCD, porque passei vários videos de família antigos de VHS para VideoCD, com estrutura de menu e capítulos, com a qualidade igual ao VHS. O player toca estes VideoCDs muito bem e não me preocupo tanto com problemas de deterioração das fitas de video. Julio Cohen opala@opala.com
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