O compact
disc levou quatro anos até conseguir ter um título que
atingisse a marca de 1.000.000 (um milhão) de unidades vendidas,
feito conseguido com o album "Faith", de George Michael. Para
o VHS foi um pouco mais difícil: foram 11 anos até que
"Top Gun" fôsse para o pódio como primeira fita
a atingir a marca.
O DVD, no entanto, no curto espaço de 2 anos, atingiu a marca
com "Titanic". No entanto, "Matrix" já acaba
de superá-la. Foram 1.300.000 unidades do filme que já
está dando o que falar: imagem impressionantemente cristalina,
som de arrepiar, efeitos de tirar o fôlego, um pacotaço
de materiais adicioanais (o filme é gravado duas vezes no disco
- uma para ser assistida normalmente e outra que mostra um símbolo
de um coelho em algumas cenas; nestas cenas é possível
pressionar 'enter' e assistir a como a cena foi feita, depois o filme
continua de onde parou). Somente na semana passada, "Matrix"
já vendeu 3 vezes mais que o "Titanic" (que sirva de
lição: demorou muito - passou a onda!)
Mais detalhes podem ser lidos no artigo:
"The
Matrix" Sinks "Titanic"
Outro lançamento para o qual há que se tirar o chapéu
é "The Prince of Egypt" (O Príncipe do Egito).
Edição primorosa, caprichadíssima, com vários
documentários ('making of' do filme, efeitos especiais, como
foi feita a cena da corrida de bigas), menu interessantíssimo
e uma apresentação da cena completa com a canção
"When You Believe" que é de arrepiar - usa trechos
de todas as linguas para as quais o filme foi dublado, inclusive português
do Brasil, de Portugal, Hebraico, Alemão, Tailandês, Japonês,
Mandarim e outros mais de 20 idiomas, numa apresentação
emocionante.
Nunca o nome 'versátil' foi tão bem utilizado para um
novo produto.
O DVD
felizmente foi lançado em uma época gloriosa para a economia
dos Estados Unidos, com salários em níveis elevados e
emprego pleno. Além disso, o formato foi criado por um grupo
bastante coeso (fabricantes e estúdios), sempre pensando em vários
fatores mercadológicos. Um outro ponto interessante: o acesso
a Internet é muito grande nos EUA e esse foi o meio para que
os entusiastas pudessem 'vender' o formato de uma forma nunca antes
vista. Acho que foram três fatores essenciais para que o DVD deslanchasse
dessa forma estupenda.
Agora, só falta uma coisa: os preços dos players cairem
efetivamente em nosso país. No natal deste ano, provavelmente
vamos ter players de qualidade custando US$ 200.00 nas lojas americanas.
Um valor semelhante ao de vídeo cassettes medianos. Se tivermos
algo parecido em nosso Brasil, o formato decola. Em relação
aos discos, considero o preço bastante razoável, em relação
aos praticados nos EUA, mas alguma 'gordura' talvez possa ser cortada,
além do aumento da escala de produção, que provavelmente
trará benefícios para nós. Sem dúvida, o
DVD já conseguiu uma penetração muito maior e mais
democrática que o Laserdisc, com tantos anos de mercado.